Quem me conhece?
Julgamentos
Eu sei que não é bem assim. Mas nesse caso, não estou nem aí. Minha vida não vai mudar em nada por causa dessas pessoas.
Acontece que as pessoas são ou deixam de ser de um jeito por causa dos outros. A person is smart, people are stupid. Não lembro onde diabos eu ouvi essa frase, mas ela é genial. Qualquer mula que você conheceu na época de cursinho pode se revelar uma pessoa interessante se você conversar abertamente com ela, sem influências externas. E não digo que você vai concordar com tudo que ela diz. Mas, no mínimo, ela pode se provar alguém interessante.
Claro que existem exceções. Sempre existem. Mas no final das contas, somos todos de uma mesma espécie. As pessoas agem devido a alguma motivação. Elas são como são por causa de algum motivo. Pessoas, de perto, são todas muito parecidas. Mas tem que ser bem de perto mesmo. E foi mais ou menos por isso que eu comecei com esse projeto de criação de personagens. Para entender as semelhanças.
E por isso julgamentos são fracos. A Olivia é doida. A Olivia vive de TPM. A Olivia é normal, fica se chamando de louca, nada a ver. Já ouvi muita coisa. E a maioria na minha cara. É essa minha cara de “e daí” que eu acho que instiga as pessoas a falarem na cara o que elas acham de mim. Não me importo. Ah, é verdade. Tenho uma capacidade enorme de ligar o foda-se. Qualquer dia eu conto a minha historinha de vida, e talvez até dê pra entender o porquê. Nem sempre foi assim. Então fodam-se os julgamentos, bons e ruins.
Mas isso sou eu. As pessoas não são assim. Alguns queriam ser assim, mas não conseguem. Outros dizem que são, e eu acredito, e acho ótimo. Outros eu sei que são sem nem falarem nada. Sinto orgulho em dizer que a maioria dos meus amigos é assim parecida comigo. Uns mais que os outros.
A maioria das pessoas não é. Abraçam julgamentos. Ninguém está interessado em entender as motivações dos outros. Fez isso, é um idiota. Falou aquilo, céus, que pessoa arrogante.
Mas veja, não condeno essas pessoas que julgam. Tem gente que tem preocupações maiores, pra ficar filosofando sobre a motivação alheia. Ou até filosofa, mas não conta pra ninguém, onde já se viu, quem vai querer ouvir? Mas se você não está interessado em saber por que o idiota do seu primo conta aquelas piadas sem graça e se acha lindo e gostoso, não o condene por isso. Pode odiar, pode reclamar, pode chamar de idiota. Mas é óbvio que ele não é só um punhado de piadas mal-contadas e ego inflado.
Porque na verdade eu só acho que vale a pena tentar um entendimento maior de uma pessoa quando ela faz alguma diferença na sua vida. Caso contrário, é pra isso que serve o foda-se.
Quando eu não gosto de alguém, a ponto de me incomodar com isso, não saio falando mal da pessoa por aí. Sou uma ótima inimiga quanto a isso, garanto. Parte da minha cabeça martela na outra dizendo que essa pessoa tem um outro lado que eu não conheço, que não é bem assim, ela não é de todo mal. Até aí, dependendo da pessoa, eu digo foda-se. Contanto que a pessoa fique na dela, eu vou continuar na minha. Foda-se, oras, se eu não gosto da pessoa. Eu sei que ela é tão humana quanto eu, tão gente quanto eu, com defeitos e qualidades, mas foda-se. Se eu tenho meus motivos pra não gostar, basta.
E sim, sabendo que ela tem outro lado. Sem julgar por completo. Falo por falar, que um é idiota e a outra é besta, às vezes é mais fácil sair assim de alguns tipos de conversas. Da boca pra fora, eu sou um tribunal.
Veja, não estou escrevendo tudo isso pra chegar a conclusão nenhuma. Só estou querendo expor uma opinião. Porque cansei de estufar elas dentro de mim, sem muito nexo. Minhas opiniões são todas despedaçadas e sem nexo, porque não sei expressá-las. Decidi tentar. E se isso aqui não estiver fazendo muito sentido…
Paciência.






