O Expresso da Meia-Noite

Sinopse
No início dos anos 70, após uma estada em Istambul, Billy Hayes, um estudante americano, é preso pela polícia turca quando se prepara para deixar o País, em companhia de Susan, sua namorada, carregando com ele alguns pacotes de haxixe presos debaixo de suas roupas.
Uma vez preso, Hayes é jogado numa penitenciária onde imperam a violência, o suborno e a insanidade. Lá, ele faz amizade com outros detentos ocidentais, como o inglês Max, o americano Jimmy Booth e o sueco Erich. Max lhe recomenda um advogado que tem conexões com o sistema legal turco, supostamente corrupto. O advogado, de nome Yesil, faz contatos com Hayes, seu pai e um representante do Consulado americano.
Fazendo previsões otimistas, Yesil consegue arrancar uma grande soma da família de Hayes, mas ao ser levado a julgamento, este é sentenciado com uma pena de 4 anos de reclusão. Sua vida transforma-se, então, num enorme pesadelo, sendo estuprado e submetido a constantes torturas físicas e psicológicas.
Quando faltam apenas 53 dias para ser libertado, o Cônsul americano informa que a Alta Côrte em Ankara acaba de rejeitar sua sentença, decidindo por um novo julgamento. Ao comparecer ao tribunal, Hayes vê sua pena passar de 4 para 30 anos de reclusão.
De volta à prisão, ele logo descobre que as únicas formas de sair dali são por morte ou através do ‘Expresso da Meia-Noite’ (expressão usada para designar ‘fuga’). Assim, ele decide elaborar um plano de fuga, juntamente com Jimmy e Max.
Quando o plano deles é descoberto por Rifki, um detento turco e ‘informante’, o mesmo logo chega ao conhecimento de Hamidou, o guarda-chefe da prisão. Este leva Jimmy, por considerá-lo culpado. Hayes decide se vingar de Rifki e o ataca ferozmente, arrancando-lhe um pedaço da língua, o que o leva a ser transferido para a ala dos doentes mentais. Rodeado de detentos insanos, Hayes termina perdendo o contato com a realidade.
Susan, sua namorada, chega para uma visita e consegue que ele volte à realidade, retomando seu desejo de lutar por sua liberdade. De volta à sua ala, Hayes tenta subornar Hamidou que, após embolsar o dinheiro do suborno, o arrasta para a ‘câmara de tortura’. Lá, eles entram em luta que termina com a morte acidental de Hamidou.
Hayes apanha a arma do policial, rouba um uniforme e consegue sair da prisão. Em seguida, dirige-se à fronteira com a Grécia onde, após cruzá-la, embarca para Nova York.
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Críticas
“O Expresso da Meia-Noite” é um ótimo filme, muito bem conduzido pelo diretor Alan Parker. Partindo de um roteiro muito bem estruturado, o cineasta procura enfatizar a violência, a corrupção e a falta de humanidade reinantes numa prisão turca. O grande problema do filme é que, mesmo tendo errado ao tentar sair da Turquia com 2kg de haxixe, Hayes é visto como um mártir inocente, enquanto o sistema penitenciário turco é considerado o grande vilão.
O filme é repleto de cenas fortes, chocantes. Os principais atores têm atuações marcantes, com destaques para Brad Davis e John Hurt. A trilha sonora, assinada por Giorgio Moroder, é fantástica, embora chegue a ser, às vezes, arrepiante.






